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8 jul 2010 » 3 Comentários » Notícias

RIO DE JANEIRO: Artesanato gera renda na Baixada

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Um projeto que estimula a geração de renda na Baixada Fluminense. O Sebrae trabalha com oito grupos de artesanato em cinco municípios da região.

“Na maioria mulheres, acima de 30 anos, que é a média, com baixa escolaridade, com baixa capacitação profissional também”, diz Valderlene de Souza, do Sebrae-RJ.

Ao todo, 20 mulheres fazem parte da Associação das Artesãs Marianas, na cidade de Queimados. Elas produzem cestas, porta-copos e jogos americanos. O material usado é a piaçava, a mesma palha das vassouras.

“É um produto que é resistente, bem diferente dos outros que tem por aí”, aposta a presidente da associação Geralda Genoíno Formiga.

As mulheres foram capacitadas para esse trabalho e aprenderam a ter paciência. O artesanato é um bom negócio, lucrativo. Mas demora um pouco a dar resultados.

“Primeiro, você tem que trabalhar bastante a questão do produto, a divulgação, participar de eventos para divulgar o grupo. E nesse meio tempo, as pessoas que são de comunidade de baixa renda acabam desistindo no meio do caminho em função do dinheiro que não entra de imediato”, ressalta Valderlene de Souza, do Sebrae-RJ.

Quem fica, não se arrepende. “Tem encomenda que dá para tirar uns R$ 250. Às vezes, são R$ 120”, conta a artesã Joelma Maria da Silva.

O Sebrae ensinou o grupo a tratar o artesanato como uma empresa. Hoje, elas calculam as despesas com material, as horas de trabalho, os gastos com água, energia elétrica e transporte. Tudo vai para o preço final da peça, que precisa ser bom para elas e para os clientes. Com o preço justo, as vendas aumentaram. “Nós temos pedido todo mês. Todo mês, temos dinheiro”, revela a presidente da associação Geralda Genoíno Formiga.

A cada três meses, as artesãs entregam 700 peças para uma rede nacional de supermercados.
“Eu gosto de coisa rústica”, comenta a cliente Zilma Gomes. “Eu consigo um descanso de pratos, um descanso de panelas, cesta de pães e até uma fruteira. Então, eu posso fazer um conjunto muito lindo na minha mesa”, diz a cliente Mary Heringer.

Como o volume de pedidos aumentou, as mulheres vão dar um curso. A ideia é formar mais gente para trabalhar com artesanato. O grupo vai entrar em outro mercado: a moda feminina. Dois designers foram chamados para ajudar na criação de bolsas e carteiras. Os modelos vão ser produzidos com uma matéria-prima diferente: a taboa, um tipo de palha muito comum aqui na região.

A mudança vai diminuir os custos. A piaçava vem da Bahia e cada quilo custa R$ 3,50. “É muito mais barato. A gente vai pagar só a pessoa que vai cortar a taboa”, explica a presidente da associação Geralda Genoíno Formiga.

E a produção de bolsas e acessórios vai trazer mais clientes. “Quando eles não tiverem mercado para a parte de decoração, eles têm opção de vender para a parte de moda”, aponta Valderlene de Souza, do Sebrae-RJ.

Os designers pediram a ajuda das artesãs para definir o conceito da coleção. Elas fizeram os desenhos que vão forrar as bolsas de palha. “Fiz o coqueiro, que tira a piaçava, e fiz a associação, com o grupo dentro”, declara a artesã Eduarda Rosa. “Esses desenhos representam a identidade artesanal do grupo. O grupo se inspirou no seu cotidiano para transformar esse cotidiano numa estamparia”.

Enquanto o grupo trabalha, um fotógrafo registra tudo. As imagens vão ser usadas em um catálogo enviado aos clientes com os preços, tamanhos e modelos dos produtos. As bolsas ainda estão no papel. Se depender das artistas, chegam em breve ao mercado e às passarelas. “Eu quero fazer uma bolsa bem bonita, bem colorida, que todo mundo possa usar”, afirma a artesã Maria Lúcia da Silva.

CONTATOS DAS EMPRESAS MOSTRADAS NA REPORTAGEM

SEBRAE – Escritório Regional Baixada (N.I)
Tel.: (21) 2667-3955
Valderlene Hilário de Souza – analista do SEBRAE
Site: www.sebraerj.com.br/main.asp

Endereço: Travessa Irene 46 – Centro
CEP: 26210-120 – Nova Iguaçu/RJ

Cestaria Botânica
Tel.: (21) 3698-5963
Presidente da cooperativa: Geralda Formiga
Endereço: Rua Araruama 40 – Vila Americana
CEP: 26361-110 – Queimados/RJ

Pão de Açúcar Real Parque
Tel.: 0800 77 32 732
Endereço: Marginal Pinheiros 13000
São Paulo/SP

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Comentários (3)

  1. gostaria de que tivesse mas materias sobre coooperativas de costureiras no rio de janeiro

  2. Daise ROSAS disse:

    Gostaria muito de conhecer o trabalho deste grupo de mulheres da Baixada, portanto, solicito que entrem em contato, pois trabalh com acessórios e peças de decoração e talvez possamos trabalhar juntas.

    Aguardo o retorno de um membro da equipe.

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